Nesta quarta-feira (24/11), pilotos, copilotos e comissários decidiram, em assembleia, decretar greve em todo o país a partir da próxima segunda-feira (30/11). Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a paralisação é por tempo indeterminado, até que o pedido de reajuste salarial que contemple a reposição das perdas inflacionárias nos últimos dois anos seja atendido.

Para manter o serviço mínimo exigido para serviços essenciais em caso de greve, os tripulantes decidiram trabalhar por escala, com metade da categoria parada e a outra metade cumprindo a jornada de trabalho. “Em respeito à sociedade e aos usuários do sistema de transporte aéreo, os aeronautas farão a paralisação de 50% dos tripulantes por dia, enquanto os outros 50% permanecerão em serviço”, disse o SNA em nota.

Como justificativa para a paralisação, o sindicato relembrou que, desde o início da pandemia, a categoria nunca parou de trabalhar, tendo enfrentado grandes riscos de contaminação pelo coronavírus, além de ter contribuído no transporte das vacinas, insumos e equipamentos.

Em live realizada nesta quarta, o presidente do sindicato, Odino Dutra, prestou esclarecimentos sobre a decisão. “O objetivo do movimento grevista é sensibilizar as empresas para virem para uma negociação de verdade, tentando buscar uma solução negociada. Nosso movimento tem em vista a legalidade, eficiência, segurança e comunicação e eu espero que ele seja efetivo”, pontuou Dutra.

“Na minha avaliação, sob o ponto de vista financeiro, vale a pena aumentar 1% do custo e conceder o nosso reajuste do que parar a aviação, que é o que vai terminar acontecendo”, completou.

Fonte: O Imparcial