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Lula procura velhos caciques do MDB de olho na eleição de 2022

ex-­presidente José Sarney e Lula / 23 de maio 2021

Reportagem da revista Veja desta semana mostra como Lula tem procurado velhos caciques do MDB de olho nos palanques das eleições de 2022 e como o petista estuda construir uma candidatura que vai além da esquerda para voltar ao Palácio do Planalto em 2023.

A reportagem de Edoardo Ghirotto traz que, após a prisão e desde que o Supremo Tribunal Federal o recolocou na disputa eleitoral, Lula modulou o discurso para soar menos como um agitador de esquerda e mais como o presidente da República e conseguia dialogar com boa parte do espectro político e econômico.

Lula e Sarney
Lula e Sarney 

E para isso, nada melhor do que se cercar dos velhos companheiros que o ajudaram no período em que comandou o país. Dentro dessa estratégia de reaproximação, que tem sido intensa e vai da Faria Lima a Brasília, uma legenda se destaca: o MDB.

O passo inicial foi dado numa longa ligação telefônica com Renan Calheiros (AL). Ambos chegaram à conclusão de que seria um erro se reunirem no momento em que o alagoano é o relator da CPI da Covid-19, que investiga os desmandos de Jair Bolsonaro na pandemia.

Renan prometeu se tornar o fiador desse reencontro de antigos aliados e incentivou Lula a estar pessoalmente com outros luminares com o ex-­presidente José Sarney (MA) e os ex-­presidentes do Senado Eunício Oliveira (CE) e Jader Barbalho (PA).

Mesmo com o partido liderando o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, Lula nunca deixou a relação com esses velhos caciques se deteriorar.

Exercer influência nos palanques estaduais, no entanto, é a forma mais eficaz para Lula garantir apoio num partido que se comporta como uma federação cheia de divisões internas.

Um acerto com Eunício minimizaria a influência de Ciro Gomes no Ceará, o principal reduto eleitoral do pedetista.

Uma parceria com Jader colocaria Lula no palanque do governador do Pará, Helder Barbalho, que deve buscar a reeleição com o apoio da esquerda local.

Já Sarney tem manifestado preferência por uma terceira via, mas dificilmente se aliaria a Bolsonaro num segundo turno contra o petista. A filha do ex-presidente, Roseana Sarney, deve sair candidata a deputada federal, endossando Lula.

O petista se reaproximou do ex-ministro Edison Lobão, um personagem ainda influente no Maranhão, e mantém uma boa relação com o ex-­deputado Lúcio Vieira Lima, o principal mandachuva do MDB baiano e irmão do preso Geddel.

O ex-presidente também monitora as movimentações de emedebistas que preferem um nome de centro para 2022.

Na linha de candidatura própria do MDB, um movimento mais tímido tenta convencer o ex-presidente Michel Temer a concorrer ao Planalto. Aos 80 anos, ele não tem demonstrado disposição para isso, mas voltou a articular nos bastidores para assegurar influência nas decisões.

Foi com Temer, aliás, que o MDB alcançou o maior protagonismo nos últimos anos, quando ocupou não só a Presidência, mas também toda a linha de frente do governo, com nomes como Romero Jucá, Eliseu Padilha, Moreira Franco e Geddel. Em 2018, com o partido atingido em cheio pela Lava-Jato, muitos dos políticos tradicionais da sigla foram varridos para fora do Congresso, incluindo Eunício, Jucá, Lobão e Garibaldi Alves (RN).

Depois da agenda extensa em Brasília e do Datafolha que o coloca com 41% dos votos contra 23% de Bolsonaro, o petista pretende não banalizar suas aparições. Além das pesquisas, Lula tem a seu favor a disposição cada vez menor dos caciques do MDB para apoiar Bolsonaro num eventual segundo turno.

Até mesmo o pernambucano Jarbas Vasconcelos, um histórico desafeto do PT, confidenciou a aliados que apertaria o 13 na urna para evitar a permanência de Bolsonaro.

A perspectiva de poder não só reaproxima velhos amigos como cura feridas. É verdade que o impeachment de Dilma em 2016 provocou desconfiança na militância petista em relação ao MDB — a acusação mais comum a Temer é de traição —, mas Lula e os caciques da sigla parecem dispostos a superar qualquer trauma em nome do retorno ao governo em 2022.

Clique aqui e veja a reportagem completa

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