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Jovem infectado por Covid-19: “Quero rosas brancas enfeitando meu caixão”

CORONAVÍRUS / 30 de jul 2020

Morador de Cuiabá, o técnico em enfermagem Klediston Kelps, de 22 anos, foi infectado pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Já bastante debilitado, ele mandou uma mensagem à mãe e pediu flores brancas para enfeitar o caixão antes de morrer. No texto, ele disse que não resistiria à intubação indicada pelos médicos. As informações são do portal G1.

O pedido foi feito no dia que o rapaz precisou ser encaminhado à unidade de terapia intensiva (UTI). Ele deu entrada no setor no fim de junho. Neste mês, teve o estado de saúde agravado e precisou ser transferido para outro hospital, onde ficou uma semana internado até o dia da morte, no último sábado (25/7).

No texto, divulgado por Elisângela da Silva Faria, de 40 anos, o filho pediu para que o caixão fosse coberto com rosas brancas e apenas uma vermelha. Também mandou uma mensagem de adeus no grupo da família.

“Eu perdi a coisa mais preciosa da minha vida. Ele era uma luz para mim e, na hora em que ele morreu, antes mesmo de saber, eu senti meu filho indo embora”, lamentou a mulher.

Por conta das medidas de prevenção à doença, o corpo não pode ser velado e o caixão estava lacrado, mas Elisângela levou as flores pedidas pelo filho até o local em que ele foi enterrado.

Klediston era técnico de enfermagem concursado e faltava apenas um semestre para se formar enfermeiro. A mãe, que também atua com enfermagem, contou que o garoto tinha planos e sonhos para a carreira.

“Ele dizia que queria seguir meus passos, e que por isso tinha escolhido a enfermagem. Mas também dizia que não queria parar por ali, sonhava em terminar o curso e se tornar enfermeiro e depois estudar ainda mais, até chegar ao doutorado. Meu filho era muito dedicado em tudo que fazia. Ele estudou muito para passar no concurso do local em que trabalhava. E estudava ainda mais”, relatou.

A mãe suspeita que a vítima foi infectada durante os plantões no trabalho. Semanas antes, Klediston havia pegado dengue e estava com o quadro de saúde debilitado. Além disso, a família tem histórico de cardiopatia, o que também pode ter influenciado na agressividade do vírus.

Os primeiros testes feitos no jovem deram negativo. Mas, segundo a mãe, quando o positivo veio, Klediston já estava sentindo sintomas mais fortes.

“Ele me mandava mensagem, estava sofrendo. As enfermeiras me falavam que ele rolava de dor”, lembra. Ao G1, ela desabafou que tinha esperanças de o filho receber alta do hospital, mas que nos últimos dias ele dizia se sentir cansado e sem forças.

O resultado oficial só saiu na segunda-feira (27/7), dois dias após a morte. Até a data, Mato Grosso havia registrado 46 mil casos de Covid-19 e 1.669 mortes.


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