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Conheça novo antiviral aprovado pela Anvisa contra a Covid-19

COVID-19 / 13 de mar 2021
O remédio é o primeiro a ter recomendação em bula para tratamento de pacientes com o novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Qual a recomendação de uso do medicamento?
 
O remdesivir é um medicamento sintético aplicado na veia do paciente, que age impedindo a replicação viral. De acordo com a Anvisa, o antiviral poderá ser utilizado no Brasil em pessoas com idade superior a 12 anos, com pelo menos 40 kg, que estejam com pneumonia e precisem de suplementação de oxigênio.
 
“É importante destacar que a indicação terapêutica aprovada em bula não se restringe à forma leve, moderada ou grave da doença. Ela está ligada à apresentação da pneumonia com necessidade de suplemento de oxigênio, desde que o paciente não esteja em ventilação mecânica ou extracorporea”, disse Renata Lima Soares, gerente de Avaliação de Segurança e Eficácia da Anvisa.
 
A Anvisa informou também que o uso do medicamento está restrito aos hospitais e que o remédio não será comercializado em farmácias brasileiras.
 
“Esse medicamento auxilia no tempo de hospitalização e no tempo de uso de oxigênio hospitalar. Isso ajuda a desonerar o SUS, desonerar os hospitais, porque o tempo médio de internação diminui com a atuação do medicamento. Não estamos falando de cura, mas é um importante auxílio no enfrentamento dessa situação que estamos vivendo”, explicou Gustavo Mendes, diretor-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, em coletiva de imprensa.
Qual o preço do medicamento?
 
Ainda não há informações sobre qual será o valor do medicamento. Nos Estados Unidos, em outubro do ano passado, o preço era de US$ 3,2 mil por tratamento (o equivalente a cerca de R$ 18 mil).
 
“Em relação ao preço, isso é uma informação que é consolidada pela Câmara de Medicamentos – uma câmara interministerial. É um procedimento a parte que será deliberado por essa câmara”, explicou Gustavo Mendes.
 
Aprovação nos EUA
 
O remdesivir é produzido pela farmacêutica Gilead Sciences e em agosto de 2020, foi aprovado em caráter emergencial pela Food and Drug Administration (FDA), órgão que é equivalente à Anvisa nos Estados Unidos. O medicamento foi, inicialmente, criado para combater o Ebola, mas não apresentou eficácia contra a doença.
Tratamento e contraindicação
 
A Anvisa afirmou ainda que não há nenhuma contraindicação sobre o uso do medicamento. “Não observamos contraindicação de maneira geral. Quando fazemos os estudos, buscamos classes de medicamentos compatíveis. O remdesivir é um medicamento que será administrado injetável. Nesse caso a gente tem pouca possibilidade de interação ou reação adversa”, explicou Mendes.
 
O órgão regulador lembrou ainda que o remédio não substitui nem as vacinas, nem as outras medidas de enfrentamento da pandemia, como o uso de máscaras, o distanciamento físico e a higienização das mãos.
 
Eric Bassetti, diretor médico associado da Gilead no Brasil, explicou, em entrevista ao Uol, que o laboratório tem condições de atender à demanda mundial por doses do medicamento. “Mais de três milhões de pacientes já usaram o remdesivir no mundo no tratamento da Covid-19 e aumentamos nossa capacidade de produção para suprir essa demanda”, detalhou. No tratamento, Bassetti descreve que o medicamento deve ser utilizado uma vez por dia durante cinco dias.
 
Organização Mundial da Saúde x Anvisa
 
Em novembro de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que o remédio não era recomendado para pacientes hospitalizados com Covid-19. De acordo com a OMS, os pesquisadores consideraram não haver evidências de que o medicamento melhore a sobrevivência ou a necessidade de ventilação.
 
Na coletiva de imprensa, os técnicos da Anvisa também explicaram a diferença entre as pesquisas sobre o medicamento coordenadas pela OMS.
 
Renata Lima Soares, gerente de Avaliação de Segurança e Eficácia, o estudo realizado pela OMS levou em conta a eficácia do remédio na redução da mortalidade da Covid-19, diferentemente do propósito da pesquisa levada em conta pelos técnicos da Anvisa.
 
“O estudo solidário da OMS foi diferente do estudo conduzido pelos Estados Unidos e pela farmacêutica. O estudo da OMS verificou ocorrência de mortalidade, com pacientes de perfil diferente. A OMS quis saber se o medicamento preveniu mortes. O estudo (levado em conta pela Anvisa) entendeu que foi considerado válido verificar se houve redução no tempo de internação e verificou que houve, sim, redução no tempo de internação”, esclareceu Renata.
 
 
Fonte: Saúde – iG

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