Após ordem judicial, motoristas deixam terminal de petróleo em THE

Na manhã dessa segunda-feira (28), os motoristas do aplicativo Uber, que apoiam a greve dos caminhoneiros, decidiram cumprir a decisão do Ministério Público Federal e vão desobstruir de forma pacífica a entrada do Terminal de Petróleo de Teresina, responsável por abastecer 80% dos postos de combustíveis do Piauí.

Os manifestantes foram comunicados da notificação da noite de domingo. A principio houve resistência, mas na agora os motoristas já começam a deixar o local. Contudo, outro grupo de manifestantes ainda permanece no local e impedem a entrada e saída de caminhões.

A ação foi comandada pela coordenadora de gerenciamento de crise da Polícia Militar do Piauí, coronel Júlia Beatriz. A Secretaria de Segurança do Piauí recebeu representação do MPF, solicitando que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), fosse cumprida no Estado.

A greve dos caminhoneiros chega ao oitavo dia nesta segunda (28), com dúvidas sobre seus rumos mesmo após o governo anunciar mais concessões. O presidente Michel Temer (MDB) cedeu a reivindicações do movimento e anunciou na noite deste domingo (27) cinco medidas, incluindo a extensão por 60 dias de um desconto de R$ 0,46 no preço do litro do diesel.

Na tarde de ontem, o prefeito de Teresina, Firmino Filho, decretou situação de emergência na cidade e criou um comitê de gerenciamento de crise em seu gabinete. O prefeito disse que está fazendo todos os esforços para garantir a manutenção dos serviços essenciais à população. Nenhum serviço estará suspenso nesta segunda-feira.

Fonte: Portal Meio Norte

STF autoriza uso de força e impõe multa de R$ 100 mil por hora

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu nesta sexta-feira (25) uma liminar (decisão provisória) em que autorizou o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas. A liminar de Moraes atende a um pedido do governo federal.

A pedido do governo, Moraes impôs multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem nas interdições de vias, além de multa de R$ 10 mil por dia para motorista que esteja obstuindo a pista.

Na ação, assinada pelo presidente Michel Temer e pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, o governo pede que o STF considere a greve ilegal porque, apesar de ter “compromisso democrático” com a livre manifestação, não se pode inviabilizar direitos fundamentais, como a locomoção.

A Advocacia Geral da União apontou ainda risco de “caos social” em razão da falta de combustível e desabastecimento de alimentos.

“Autorizo que sejam tomadas as medidas necessárias e suficientes […] ao resguardo da ordem no entorno e, principalmente, à segurança dos pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento que porventura venham a se posicionar em locais inapropriados nas rodovias do país; bem como, para impedir, inclusive nos acostamentos, a ocupação, a obstrução ou a imposição de dificuldade à passagem de veículos em quaisquer trechos das rodovias […] inclusive com auxílio, se entenderem imprescindível, das forças de segurança pública, conforme pleiteado”, diz o ministro na decisão.

O caso ainda terá que ser julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, em data ainda não estipulada.

Na decisão de 16 páginas, o ministro Alexandre de Moraes considerou que houve “abuso no exercício dos direitos de reunião e greve” por conta “da obstrução do tráfego em rodovias e vias públicas”, impedindo o abastecimento de combustíveis e outros insumos.

“Na presente hipótese, entendo demonstrado o abuso no exercício dos direitos de reunião e greve, em face da obstrução do tráfego em rodovias e vias públicas, impedindo, a livre circulação no território nacional e causando a descontinuidade no abastecimento de combustíveis e no fornecimento de insumos para a prestação de serviços públicos essenciais. […] O quadro fático revela com nitidez um cenário em que o abuso no exercício dos direitos constitucionais de reunião e greve acarretou um efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade”, destacou.

O ministro afirmou que, embora o uso da Polícia Militar em todo o país seja competência de vários órgãos, é preciso autorizar a atuação coordenada para que a situação se normalize.

“O tempo já transcorrido de paralisação do tráfego, com o consequente represamento de bens e serviços e escoamento de estoques em todo o país, e o tempo necessário para que esse fluxo se normalize, reclama a adoção de uma medida incisiva e inequívoca quanto à necessidade de que se garanta plena e imediata liberdade de tráfego em todas as rodovias do Brasil.”

Alexandre de Moraes ponderou que o direito de reunião é “um dos princípios basilares de um estado democrático”. E que o direito de greve é “necessário à efetivação da cidadania”, mas que isso não deve desrespeitar outros direitos fundamentais. Por isso, completou que “os requisitos necessários para a concessão da medida cautelar estão presentes”.

“A razoabilidade no exercício da greve, das reuniões e passeatas previstas constitucionalmente, deve, portanto, evitar a ofensa aos demais direitos fundamentais, o desrespeito à consciência moral da comunidade, visando, em contrapartida, a esperança fundamentada de que se possa alcançar um proveito considerável para a convivência social harmoniosa, resultante na prática democrática do direito de reivindicação”, concluiu.

Fonte: G1

Michel Temer anuncia ‘forças federais’ para desbloquear estradas

Michel Temer disse nesta sexta-feira (25) que acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhonheiros em greve. Ele fez um pronunciamento no Palácio do Planalto.

O presidente optou por acionar as forças federais depois de se reunir com ministros para uma “avaliação de segurança” sobre a situação no país, já que a greve dos caminhoneiros continuou, apesar do acordo firmado entre governo e representantes da categoria na noite de quinta (24).

Em razão da paralisação, há registros de falta de alimentos em supermercados e de combustível em postos de gasolina. O transporte coletivo em diversas cidades foi afetado, indústrias pararam atividades e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos.

“Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo.”

Segundo assessoria do Ministério da Segurança Pública, as forças federais incluem: Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Temer disse que tomou a decisão para evitar que a população fique sem produtos de “primeira necessidade”.

“Não vamos permitir que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir que produtores tenham seu trabalho mais afetado”, afirmou Temer.

A assessoria do Ministério da Segurança Pública informou que o governo vai publicar um decreto ainda nesta sexta-feira para autorizar o acionamento das forças federais.

Apesar do decreto ainda não ter sido publicado, as Forças Armadas já estão mobilizadas, segundo o governo. As Forças vão esperar a publicação do decreto para iniciar os trabalhos

Ainda de acordo com a assessoria, as rodovias devem ser totalmente liberadas. Com isso, caminhoneiros manifestantes não poderão ficar nem no acostamento. Os militares vão poder entrar em caminhões, se for o caso, para retirá-los da via.

Segundo o governo, a prioridade do desbloqueio é garantir abastecimento de combustível em seis aeroportos e duas termelétricas. Entre os aeroportos, estão Brasília, Recife, Congonhas, Confins e Porto Alegre.

Temer disse que o governo atendeu os pedidos dos caminhoneiros, mas, segundo ele, uma “minoria radical” dos grevistas não quis cumprir o acordo.

“Atendemos 12 reivindicações prioritárias dos caminhoneiros, que se comprometeram a encerrar a paralisação imediatamente. Esse foi o compromisso conjunto. Esse deveria ter sido o resultado do diálogo”, disse o presidente.

“Muitos caminhoneiros, aliás, estão fazendo sua parte, mas infelizmente uma minoria radical tem bloqueado estradas, impedido que muitos caminhoneiros levem adiante o seu desejo de atender a população e fazer o seu trabalho”, completou.

Fonte: G1

Aeroporto de Teresina só tem combustível até sexta-feira (25)

Devido a greve dos caminhoneiros que segue pelo quarto dia consecutivo prejudicando o fornecimento de combustível, diversos serviços estão sendo prejudicados, como no Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina, onde o combustível armazenado só tem capacidade para abastecer as aeronaves até essa sexta-feira (25).

Os aeroportos de Brasília, Goiânia, Ilhéus, Recife e Teresina estão com restrição de combustível devido à greve dos caminhoneiros, segundo informações da companhia aérea Latam, que decidiu flexibilizar as regras de remarcação de passagem e isentar multas para troca de bilhetes em aeroportos afetados.

A Latam anunciou na quarta que está flexibilizando as regras para seus passageiros por causa das restrições no abastecimento de aeronaves. A empresa deixou de cobrar taxa de remarcação, multas e  diferenças tarifárias da passagem para nova data em voos domésticos com partidas, chegadas ou conexões programadas para os aeroportos que estiverem prejudicados.

As informações constam no relatório do Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago). Além de Teresina,  os aeroportos de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Ilhéus (BA), Foz do Iguaçu (PR) e Londrina (PR), também só tem estoque até amanhã. Em Palmas (TO), Recife (PE), Maceió (AL) e Aracaju (SE), já falta combustível.

A Infraero divulgou nota afirmando que está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais e já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo.

Aeroporto de Teresina (Crédito: Reprodução/Aeroflap)
Aeroporto de Teresina (Crédito: Reprodução/Aeroflap)

Ao mesmo tempo, a Infraero está em contato com órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa.

Sobre o relatório mencionado pela reportagem, trata-se de um levantamento diário da Infraero e que ajuda a empresa a monitorar a situação do fornecimento de querosene de aviação pelas fornecedoras, além de auxiliar na proposta de ação por parte do Poder Público no sentido de garantir o abastecimento das aeronaves.

Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que façam a consulta sobre a disponibilidade de combustível na origem e no destino do voo programado.

A Infraero compreende o direito de manifestação, mas entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito de ir e vir das pessoas, bem como a segurança das operações aeroportuárias.

 (Crédito: Catve.com)
(Crédito: Catve.com)

Fonte: Portal Meio Norte

Litro de gasolina chega ao preço de R$ 9,99 em Brasília

O aumento do preço dos combustíveis e a paralisação dos caminhoneiros geraram correria de motoristas atrás dos postos do Distrito Federal, que passaram a “ostentar” uma fila extensa. Além de ter menos gasolina nas bombas, o pouco que ainda resta está com o preço alto: o litro chegou a R$ 9,99 na madrugada desta quinta-feira (24).

O litro “recordista” flagrado pela TV Globo é de Águas Claras. “Todos que estavam na fila abasteceram a esse preço”, contou o servidor público Alex Nunes.

“E houve também negativa dos frentistas em emissão da nota fiscal. Criou-se até um alvoroço aqui inicialmente no posto. Todos nós estamos totalmente indignados aqui por conta do oportunismo dos empresários”, afirmou outro cliente, o empresário Adriano Galeno.

Gasolina chega a R$ 9,99 no DF (Crédito: Reprodução/ TV Globo )
Gasolina chega a R$ 9,99 no DF (Crédito: Reprodução/ TV Globo )

Por causa disso, meia hora depois, o valor caiu pra R$ 5,99. Ninguém do posto quis falar sobre o assunto. Na 214 Sul, a gasolina chegava a R$ 4,85. “Só vou botar o suficiente para eu trabalhar só.

No centro de Taguatinga, foi encontrado o preço mais barato: R$ 4,21 o litro. Mas a fila chega a dobrar o quarteirão.

Fila de carros para abastecer em posto de combustível (Crédito: Reprodução/ TV Globo )
Fila de carros para abastecer em posto de combustível (Crédito: Reprodução/ TV Globo )

Promoção de gasolina

Na contramão da falta de combustíveis ou preços elevados em postos pelo país, por conta da paralisação dos caminhoneiros, um posto de Varginha (MG) decidiu vender o litro da gasolina por R$ 2,34 na manhã desta quinta-feira (24). A ação faz parte de um movimento nacional que estimula um dia de vendas sem tributos, no Dia da Liberdade de Impostos.

A medida para garantir o estoque desta quinta-feira foi guardar 2 mil litros de gasolina para vender com o valor reduzido. A venda é limitada a 20 litros para carros e 10 para motocicletas.

Para organizar o abastecimento, 130 senhas foram distribuídas às 6h e acabaram nos primeiros minutos. Destas, 80 foram distribuídas para carros e 50 para motos.

Com a venda dos 2 mil litros de gasolina, o posto ficou sem nenhum estoque de combustíveis.

Posto vende gasolina mais barata em Varginha (Crédito: Reprodução/EPTV)
Posto vende gasolina mais barata em Varginha (Crédito: Reprodução/EPTV)
Fonte: G1

Postos de Teresina ficarão sem gasolina a partir de amanhã

No quarto dia de greve, os caminhoneiros fazem bloqueios em rodovias federais  no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraná, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Amazonas, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Sul já têm protestos nesta quinta, nesta quinta-feira (24). Os grevistas permitem a passagem apenas de carros, ônibus e ambulâncias.

As consequências da paralisação já começam a surgir em todo o país. Em Teresina não é diferente. Em entrevista ao meionorte.com, o presidente do Sindicato dos Proprietários dos Postos de Gasolina, Alexandre Cavalcante, afirmou que a partir de amanhã alguns postos da capital não terão mais gasolina para abastecimento dos veículos.

“As distribuidoras estão racionando muito a entrega, você pede 20 mil litros, eles te vendem apenas cinco. Os meus postos posso lhe dizer que estão com um estoque muito abaixo. Acredito que a partir de amanhã vai ter alguns postos sem gasolina na capital se a greve continuar”, declarou o empresário.

Alexandre afirmou ainda que se os caminhoneiros continuarem a paralisação, a situação vai piorar ainda mais no final de semana. “No final de semana vamos ter muitos problemas, se não parar a greve a maioria dos postos de Teresina não vão ter combustível”, disse.

“Todas essas oscilações de preço prejudicam. Não prejudicam só os clientes, como os donos dos postos, os caminhoneiros, a gente não gosta quando isso acontece, não é justo continuar aumentando preço porque todo mundo sofre. Fazer proposta de apenas 15 dias é complicado com a população”, finalizou.

Protesto de caminhoneiros já chega ao quarto dia (Crédito: Reprodução)

Fonte: Portal Meio Norte

IAPEP de Parnaíba é arrombado pela quarta vez e tem objetos furtados.

O Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí – IAPEP,  de Parnaíba, está sucateado, além disso é constantemente arrombado, já teve vários objetos furtados do prédio.
No último domingo (20), houve mais um arrombamento. Os objetos furtados foram cadeiras, frigobar, ar-condicionado, entres outros.
Segundo um funcionário do local, o órgão não tem vigia e está largado pelo poder público. O Iapep, é de responsabilidade do governo do estado e está completamente sucateado. Essa já é quarta vez que invadem o prédio.

“Nós terminamos o expediente ao meio dia para ir almoçar e não sabemos como vamos deixar o prédio, porque as portas e janelas estão arrombadas, relatou uma funcionária.


As grades de proteção das portas e janelas fora levadas pelos criminosos


Por trás do  Iapep, existia um muro, mas está a 6 anos destruído facilitando o acesso dos larápios e para piorar a situação, atrás dos escombros do muro tem uma casa abandonada, onde marginais usam drogas, além de muito mato, facilitando os delitos.

Da redação do Portal PHB em Nota