Empresário pagava até R$ 5 mil por sexo com meninas de 11 anos

A exigência era clara quando o assunto envolvia prostituição para o pedófilo Wolfika Sol Sol Leles (foto em destaque), de 50 anos: as meninas violentadas por ele deveriam ter, no máximo, 12 anos, e não poderiam pesar mais do que 39 quilos. Com informações do Metrópoles

O homem, que se apresentava como empresário e operador do mercado financeiro, acabou preso preventivamente em uma operação sigilosa deflagrada pela Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), na tarde de sábado (08/06), quando deixava um motel, em Ceilândia, com duas adolescentes dentro de seu carro.

Uma delas, de 15 anos, seria responsável por aliciar para o criminoso outras garotas de seu círculo social. Segundo a polícia, Wolfika oferecia entre R$ 1,5 mil e R$ 5 mil por cada programa com as menores.

De acordo com a investigação, quanto mais nova, mais cara custava a relação. A fim de evitar olhares curiosos, o suspeito sempre marcava os encontros no meio da semana, entre 17h e 18h, intercalando três motéis em Ceilândia.

A outra menina que estava no veículo com o suspeito tinha 14 anos e já havia sido agenciada e apresentada a Wolfika como se tivesse 12. De estatura baixa e muito esguia, o pedófilo acreditou que ela, de fato, teria tal faixa etária.

Já na delegacia, a menor apontada como organizadora dos encontros sexuais de Leles prestou depoimento e admitiu participação no esquema de prostituição. Por ter idade inferior a 18 anos, foi ouvida na qualidade de vítima.pedófilo Wolfika Sol Sol Leles.

Os investigadores da DPCA seguiam os passos do criminoso há uma semana. No decorrer das diligências, descobriram que o pedófilo morava com a esposa em uma suíte sofisticada no Hotel Royal Tulip, às margens do Lago Paranoá. Ele era conhecido pelos funcionários por dar generosas gorjetas: algumas de até R$ 1 mil. O bandido estava hospedado em um dos quartos mais caros do estabelecimento.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no quarto de Leles, os agentes encontraram joias e aproximadamente 200 notas de 100 dólares, aparentemente falsas, de acordo com as primeiras análises. No aposento, localizaram também algumas bolsas de luxo. A polícia, agora, quer saber desde quando o abusador vivia no hotel e quantas vítimas pode ter feito.

O pedófilo gostava de ostentar nas redes sociais e fazia questão de transparecer uma vida de luxo. Nas postagens, sempre mostrava uma rotina sofisticada: jantares em restaurantes finos, viagens a locais paradisíacos, entre outros. O acusado também dirigia carros e motocicletas luxuosos, sempre alugados em nome de terceiros, já que responde a processos criminais em outros estados e poderia ser identificado.

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